Cérebro e digestão: qual é a relação?

Ontem aconteceu o nosso evento Renasce, evento bimensal sobre os temas mais relevantes e atuais da saúde feminina. Foi um enorme prazer ter “casa cheia”, lugares esgotados e mais de 30 mulheres que vieram em busca de conhecimento sobre a sua saúde. O grupo estava fantástico, muita interação das participantes e muitas questões importantes!

Como prometido deixo aqui o resumo do que falámos, se ainda tiver dúvidas podes coloca-las através da página do Instagram @sofiamoradas

Então recapitulando um doas assuntos do nosso evento quel é a relação do cérebro com a digestão?

O nosso cérebro pode funcionar em dois sistemas – o simpático e o parasimpático – que são dois sistemas com objetivos diferentes. Um é essencialmente um sistema de alerta e defesa e o outro um sistema de relaxamento.

Para uma boa digestão precisamos de ter o sistema parasimpático (o de relaxamento) ativado, para nos conectarmos com esse momento e para que o corpo envie o sangue e o calor necessários para o correto processamento dos alimentos. Se o corpo tiver mil e uma tarefas para fazer nesse momento isso não vai acontecer.

A correta absorção dos nutrientes é de extrema importância pois estes são percursores de neurotransmissores. Algumas dietas têm um impacto negativo na nossa saúde mental e humor.

Stress, sistema parassimpático e microbiota

Na depressão, ansiedade, síndrome do pânico acontece uma hiperativação do sistema de resposta ao stress que impacta microbiota.

Não há relação direta de causa-efeito entre serotonina e estas doenças, no entanto a capacidade do nosso cérebro de formar novas memórias e aprendizagens depende da plasticidade sináptica e esta pode ser afetada por um desequilíbrio na microbiota intestinal.

Hoje em dia estamos perante uma mudança de paradigma que nos indica que tudo o que altera a microbiota intestinal vai afetar o funcionamento cerebral.

Então já sabemos que microbiota e boa função cerebral estão interligadas.

Então o que podemos fazer?

Através da nossa alimentação e estilo de vida podemos criar uma estrutura de suporte para quadros de alteração do eixo intestino-cérebro. Atividade física, sono, alimentação e gestão do stress são fatores cruciais para a remissão dos sintomas.

A conduta vai além da dieta e praticar o autoconhecimento é fundamental. 

 

Seguimos juntas,

Sofia Moradas